segunda-feira, 14 de junho de 2010

Artigo: Governo e oposição

Antes de ser político, sou apaixonado pelo empreendedorismo. Aprendi e vivo de resultados, experiências, conquistas e decepções. Gosto de atuar como um agente de mudanças. Antes de ser um político tradicional, sou jovem e ainda acredito em um jeito novo e diferente de governar o Estado. Sei que o mundo político tradicional conspira contra os meus ideais e de muitas outras pessoas com quem costumo conversar.

É histórico. Mas sei, agora mais do que nunca, que não devo desistir se quero fazer um novo discurso, sustentá-lo e provar com resultados de que um novo modo de fazer política é possível sim. Há espaço para todos. E quem os cria, somos nós, insistindo.

E qual é esse jeito novo de governar e fazer política? Antes, é preciso ter um projeto de governo que, inclusive, possa ser contestado, aprimorado e compartilhado, para então ser aceito pela população. Depois, para ser governo é preciso ter poder e principalmente a tal governabilidade. E portanto, é necessário se sustentar na dialética, nas concessões e se estabelecer na construção dos objetivos e dos resultados.

Tenho assistido, como cidadão catarinense que sou, e até participado, às vezes como um ator político, de parte deste vai-e-vem das composições que vão estabelecer as disputas para o governo do Estado neste ano. Duas coisas realmente me incomodam. A primeira delas é que todos discutem o poder, mas não uma visão e um planejamento para o novo governo, se forem eleitos. A segunda está ligada à probabilidade de ser oposição. Sim, é uma disputa, entre diferentes lados. E as duas possibilidades existem.

Uma oposição não pode ser frágil, impertinente, inconsequente e inoperante. Um cachorro que late e na realidade não morde. Oposição de verdade, responsável, com planos, agentes e ideias faz um governo repensar, reaprender, dialogar e trabalhar mais e melhor a favor do cidadão. Até nisso, nós, políticos, precisamos mudar e muito. Devemos nos estruturar para as conquistas. Entretanto, necessitamos também ser marcantes na sociedade quando nos couber o papel de oposição. Ela precisa ser mais que propositiva, deve ser efetiva.

O artigo foi publicado no Jornal Folha de Blumenau no dia 11 de junho de 2010.

Nenhum comentário:

Postar um comentário