segunda-feira, 26 de julho de 2010

Leia trechos da entrevista com José Serra

O candidato a presidência da República, José Serra (PSDB), esteve na sexta-feira em Blumenau e Tomelin (PSDB)o acompanhou em todos os momentos. Serra concedeu entrevista ao Jornal de Santa Catarina. Abaixo, você vê os principais trechos publicados na edição do final de semana.

– Passaram oito anos e a duplicação não foi feita. Ela é importante para a economia brasileira porque a rodovia é um corredor de exportação. Eu não estou aqui fazendo uma promessa, assumindo um compromisso. Estou fazendo um anúncio. Isto vai ter prioridade.

A duplicação da rodovia integra uma lista de sugestões de obras fundamentais para o Vale do Itajaí, elaborada e entregue ao presidenciável pelo prefeito João Paulo Kleinübing (DEM) e líderes empresariais. Uma das reivindicações ganhou destaque no discurso de Serra no comício que fez no Clube 25 de Julho, onde foi recepcionado por correligionários: a conclusão do Hospital Regional Universitário, da Furb

– O hospital-escola melhora a base da saúde. Saúde não é só equipamento, instalação e remédio. Saúde são as pessoas – complementou, sob aplausos.

Minutos antes, durante a coletiva de imprensa improvisada em frente à pastelaria, o presidenciável já havia criticado a falta de agilidade na liberação de recursos emergenciais para ocasiões de desastres climáticos, como o ocorrido em novembro de 2008 no Vale do Itajaí:

– É preciso ter outro esquema. Não pode chegar o presidente ou o ministro e anunciar R$ 300 milhões e não vir nada ou demorar muito pra sair. Daí o dinheiro perde a eficácia.

Candidato enfatiza a saúde

Os assuntos relacionados à saúde foram o ponto forte da entrevista de José Serra. O candidato, que foi ministro da Saúde entre 1998 e 2002, no governo Fernando Henrique (PSDB), demonstrou mais desenvoltura ao responder sobre o tema.

O candidato afirmou que o ministério “desacelerou” nos últimos anos, enquanto as necessidades com relação à saúde cresceram muito depressa. Falou da impressão de que algumas ações, de alguma forma associados ao seu nome, como mutirões e política de genéricos, “saíram do primeiro plano” da agenda oficial.

Para Serra, o principal problema atual é a demora que os pacientes precisam enfrentar até ser atendidos em consultas marcadas no sistema público de saúde.

– O que temos que fazer (para resolver a demora)? Temos que fazer policlínicas com 24 especialidades. Dá para equipar essas unidades. Custa R$ 10 milhões cada uma – disse ele.

Para a política de medicamentos, o candidato do PSDB afirmou que sua ideia é fazer o programa “dose certa”, com 100 medicamentos básicos que seriam entregues às prefeituras. Falou também sobre a possibilidade de entrega de medicamentos pelos Correios, conforme um projeto já implantado na prefeitura de São Paulo.

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