Hoje, 22 de julho, o Jornal de Santa Catarina, publicou entrevista com o candidato ao governo estadual, Raimundo Colombo (DEM). Abaixo, você lê trechos da conversa entre o político e jornalistas do Grupo RBS. Para ter acesso à entrevista na íntegra, basta clicar aqui.
Jornal de Santa Catarina – Quais sâo seus planos para a descentralização? O modelo continua com as 36 regionais?
Raimundo Colombo – Sim. Vamos aproveitar todas as questões que têm aprovação da sociedade. Dar ênfase e força ainda maior aos conselhos [de desenvolvimento regional]. Fazer um processo temático. Por exemplo, saúde. Quero reunir todos os diretores de hospitais da região, associação de médicos, secretários municipais e, com valor definido, apontar prioridades.
Santa – Como diminuir os problemas de falta de leitos e médicos?
Colombo – É muito específico de cada cidade. Tem lugares que a questão é trabalhar a gestão interna. É um assunto que não pode ser discutido politicamente. Precisa ter o embasamento técnico. Tem que conversar com os médicos, para saber qual é a prioridade.
Santa – Santa Catarina tem hoje cerca de 14 mil presos e 7 mil vagas no sistema prisional. Como avançar?
Colombo – Ampliar a rede penitenciária. Não há outra forma.
Santa – Ampliar a rede como? Transferindo para iniciativa privada, por PPP?
Colombo – No momento, temos que arrancar construindo. Foram feitas algumas e há necessidade de outras. Os indicadores mostram que o problema vai se agravar com as drogas. Essa curva é ascendente.
Santa – Como o senhor vê a atual política de segurança pública?
Colombo – Faria mudanças. Gosto da polícia comunitária. Ela faz com que as pessoas convivam com uma polícia de convivência, de proteção, de antecipação do fato. A ideia é ter na mesma região sempre os mesmos policiais. Eles conhecem o bairro, quem frequenta, até um carro diferente que está passando na rua. Agem preventivamente. Polícia é uma coisa muito técnica, como saúde. Tem que ser feita por profissionais altamente qualificados. Não colocaria um político para dirigir nem uma área nem outra, a menos que tenha formação na área.
Santa – Qual será a política salarial do governador Colombo?
Colombo – A base é a meritocracia. Fazer com que o professor se sinta estimulado a cumprir determinados padrões, que o médico se sinta estimulado no posto de saúde.
Santa – De que forma o governo estadual pode pressionar para que obras como a BR-101 terminem?
Colombo – Precisamos ter um governo federal mais sensível com SC. Estamos começando a comprometer o nosso desenvolvimento futuro com essa insensibilidade. A BR-101 sul é um absurdo. A BR-470, hoje em dia, com essas amarrações todas que tem, até fazer a liberação ambiental, o projeto, a concorrência pública, é uma obra que vai levar dois anos para começar. Vai levar mais quantos anos para fazer?
Santa – Mas o que dá para fazer como governador?
Colombo – Tem que pressionar, mas o governo de lá tem que ter boa vontade. São obras federais. Esse foi um dos problemas de afastamento do governador LHS com Lula: foi a insenbilidade do governo Lula com os investimentos aqui.
Santa – O governo federal não vai ter dinheiro para duplicar simultaneamente a BR-470, a BR-280 e o trecho Oeste da BR-282. O que o senhor pode fazer?
Colombo – Vamos ter que buscar alternativas, e elas existem.
Santa – Quais são?
Colombo – Buscar parceria privada. Estadualiza as rodovias ou obriga eles [governo federal] a fazer. O que não pode é ficar como está. Quantos óbitos? Santa Catarina é o Estado que proporcionalmente tem o maior número de óbitos em acidentes rodoviários no Brasil. Nós vamos dar ênfase a isso, chamar a atenção para essa situação. O Estado federalizou as obras para que acontecessem e estão paradas. Vamos chamar a responsabilidade de quem cometeu esses erros.
Santa – Como evitar tragédias como a das cheias que aconteceram em 2008?
Colombo – Criar uma Secretaria Extraordinária. Não é mais uma estrutura administrativa, é para integrar tudo que existe. Fui na Furb visitar o sistema de prevenção deles, que é fantástico. Mas depois de um ano a coisa cai em rotina e fica sem ação. Quero criar uma estrutura permanente, atenciosa, dedicada, que saiba como tudo está, se os equipamentos estão funcionando. É fundamental. Hoje o clima mudou. Nos últimos 10 anos em SC, tivemos seca em sete no Oeste. O nível de dormência das frutas na Serra precisa de um número de horas de frio que não tem mais alcançado. As catástrofes estão se repetindo. Nunca tinha ouvido falar em ciclone extratropical e agora é constante. Temos que proteger as pessoas.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
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