quarta-feira, 28 de julho de 2010

SC recebe 2,7 mil toneladas por mês de outros estados

Além de ter que se preocupar com o destino correto para o lixo que gera – cerca de 3,6 mil toneladas por dia – Santa Catarina ainda recebe outras 2.780 toneladas por mês, vindas do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. São resíduos domiciliares e industriais, alguns considerados perigosos como lixo contaminado com óleos e tintas. Mas, apesar do risco, não há um controle rígido sobre a entrada deste material. A situação preocupa entidades ambientalistas, que temem uma possível contaminação de solos, água e ar.

O recebimento de lixo de outros estados é permitido por lei e deve ser fiscalizado pelo órgão ambiental estadual. Porém, isso não é feito de maneira adequada, admite o diretor de resíduos sólidos da Fundação do Meio Ambiente (Fatma), Luiz Antonio Garcia:

– Não há mecanismos suficientes para acompanhar de perto a entrada do lixo em SC. Os relatórios encaminhados pelas empresas não são padronizados nem digitalizados.

Para Tomelin (PSDB) o problema vai além da falta de fiscalização. “É preocupante. É preciso entender por que este lixo é trazido para cá. É necessário trabalhar para que ele diminua por completo. Não basta ser apenas um Estado com estrutura e depósitos de lixo adequados. Necessitamos e devemos pensar em políticas ambientais, na seleção e reciclagem de lixo. Este assunto passou pela Assembleia e uma emenda global flexibilizou fazendo restrições unicamente a lixo radiotivos ou que causem problemas fitosanitários. É aceitável indústrias da reciclagem, mas depósitos de lixo não. Vamos trabalhar na conscientização, na preservação do ambiente, para um futuro melhor. A poluição afeta diretamente nossas rotinas, diminui a qualidade de vida e compromete o turismo. Catástrofes, como a de 2008, são alertas para atitudes sustentáveis. Precisamos mudar estaa realidade . Catarinense, vamos juntos trabalhar por um futuro melhor”, destaca Tomelin.

Leia a matéria na íntegra no site do Diário Catarinense.

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