A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, frustrou empresários ao evitar se comprometer com a diminuição da carga tributária do país. Dilma reconheceu que o sistema atual é "caótico" e afeta a competitividade das empresas.
Isso gera muitos problemas para a economia brasileira, especialmente para a indústria de transformação, setor que mais paga impostos no país, de acordo com dados divulgados pelo Valor Econômico. Além disso, esta área também é a que mais emprega no Brasil. O Vale do Itajaí é caracterizado por abrigar dezenas de empresas deste tipo e a alta carga tributária afeta diretamente a vida dos empresários e da população catarinense.
O deputado Tomelin (PSDB) destaca que a alta carga tributária e centralizada como ela é, praticamente na União, não contribui em nada para a qualidade de vida do cidadão. “O retorno é injusto, político, às vezes autoritário e mínimo. É um absurdo, um descaso com o brasileiro. As empresas deixam de contratar novos colaboradores, pois a cada novo emprego, valores abusivos são cobrados pelo governo federal. Os impostos elevados afetam o crescimento da indústria, seus agregados e do número de empregos. Acaba incentivando o trabalho informal, que não oferece benefícios que garantam o bem-estar do trabalhador”, explica Tomelin
Além de tudo isso, os impostos atingem diretamente a vida dos cidadãos como consumidores. “Os salários por conta disso e mesmo numa época de alta empregabilidade é baixo e o brasileiro tem que se virar para dar conta do mês. Pagamos altos impostos e temos pouquíssimo retorno. Não há saúde de qualidade, infraestrutura, segurança e nem mesmo educação onde os níveis são sofríveis. E o governo tem a receita. Quando ele baixou os impostos, o consumo aumentou, a economia aqueceu, mais famílias tiveram acesso a bens via o crédito e a arrecadação até aumentou”, acrescenta Tomelin.
Abaixo, você vê o percentual dos impostos cobrados sobre o preço final de alguns produtos e serviços.
• Gasolina: 57,03%
• DVD: 51,59%
• Casa popular: 49,02%
• Conta de telefone: 47,87%
• CD: 47,25%
• Refrigerador: 47,06%
• Refrigerante: 47%
• Conta de luz: 45,81%
• Água: 45,11%
• Automóvel: 43,63%
• Computador: 38%
• Medicamentos: 36%
• Trigo: 34,47%
• Leite: 33,63%
quarta-feira, 7 de julho de 2010
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