A chuva que caiu ontem deixou moradores e empresários da Rua Mato Grosso em alerta. Uma empresa localizada no pé de um morro foi interditada, pois fissuras apareceram em uma das paredes da construção. Apesar do esvaziamento da firma, quem vive perto não precisou sair de casa.
Conforme o coordenador de Defesa Civil, Ademar Marquardt, a interdição da empresa foi preventiva, pois, mesmo com a chuva, o morro de aproximadamente 30 metros de altura, monitorado desde o dia 16 de agosto, manteve a média de deslizar 30 centímetros por dia:
– Os moradores podem ficar em casa, pelo menos por enquanto. Eles receberam orientações e estamos monitorando a área. Se percebermos que a situação está pior, eles sairão. A chuva de hoje (ontem) foi mais um susto. Nossa preocupação é que deve chover nos próximos dias.
As primeiras rachaduras no morro foram percebidas por moradores em agosto. Eles chamaram a Defesa Civil, que começou a monitorar a área. Como a terra continuava a ceder, uma casa foi interditada e os moradores tiveram que sair. Semana passada, especialistas do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres da Universidade Federal de Santa Catarina estiveram no local. Eles farão o laudo que apontará as causas do deslizamento. (Clique aqui para ler a matéria na íntegra no Jornal de Santa Catarina).
- “Triste notícia, perigosa realidade. É sobre isto que tenho debatido. Chega de audiências públicas, discursos e palanques. Estamos brincando com coisa séria. Estamos brincando com o nosso futuro, com pessoas, o seu emprego, o seu investimento, os seus sonhos. É preciso mapear, conhecer, esclarecer, prevenir e dar segurança. É fundamental trabalharmos na prevenção desses problemas. O tempo está seco, precisávamos de chuva, os agricultores da região necessitavam desta chuva. Mas bastou chover apenas um dia para que a preocupação em torno deste morro em Pomerode aumentasse. Não houve ainda trabalhos na prevenção. Isso é um absurdo. Precisamos trabalhar forte por isso. Agora, centenas de pessoas estão sem trabalhar na empresa pomerodense, alguns tiveram que sair de suas casas, já interditadas. E o que fazer? Esperar por mais um deslizamento? Precisamos investir em estudos, pesquisas, precisamos encontrar a melhor solução técnica antes que seja tarde demais. Fiz muito pelos atingidos em 2008, como ser humano, porque este não pode ser um assunto para uso político e de votos. Não adianta apontar culpados. É preciso união para uma solução. É o que eu penso”, afirma Tomelin.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
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