– “Meus amigos, vejam esta excelente e esclarecedora reportagem sobre a falta de saneamento básico em Santa Catarina. Pergunto: como conquistaremos o título de Estado referência em saúde se deixarmos tantos cidadãos sem acesso à rede coletora? É Impossível. Como dar as condições mínimas de saúde, de bem-estar a essas pessoas, sem tratamento de esgoto? Novamente, é impossível. Como incrementar o turismo e garantir a balneabilidade do nosso litoral e assim promover a segurança e diferencial para quem nos visita? Difícil. Minha luta é pela saúde, é por isso que trabalho e fico indignado em ver tal situação. Vou trabalhar por essas melhorias, vou cobrar de quem pode buscar investimentos para nosso Estado. É nosso dever e garanto: vamos mudar essa realidade, com um jeito diferente de governar”, afirma Tomelin.
Quando SC terá cobertura total?
Os números sobre saneamento básico são desfavoráveis para as estatísticas catarinenses. De acordo com pesquisa divulgada no dia 20 de agosto, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os principais problemas estão relacionados à coleta e tratamento de esgoto.
Dos 293 municípios catarinenses, apenas 103 possuem rede coletora e só 47 deles tratam os dejetos recolhidos. A justificativa da Casan, órgão estadual responsável, e dos municípios é a mesma: falta de dinheiro.
Quando a empresa conseguiu os recursos financeiros, segundo ele, foi necessário rever os projetos para a implantação de esgotamento sanitário em diversos municípios. Para 2011, Floriani afirma que está previsto o valor de R$ 1 bilhão em investimentos.
O presidente da Federação Catarinense dos Municípios (Fecam), Saulo Sperotto, também afirma que o maior problema é conseguir financiamento para a implantação dos sistemas de esgoto nos cidades.
A falta de coleta e tratamento de esgoto é refletida na saúde, no meio ambiente e na economia do Estado. Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, em parceria com o Instituto Trata Brasil, o risco de crianças morrerem antes de completar seis anos de idade aumenta em 22% quando esses serviços não estão presentes.
O diretor da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), Paulo José Aragão, explica que diversas doenças se proliferam, entre a população mais carente, devido à ausência de esgotamento sanitário.
O especialista destaca, também, os problemas com o meio ambiente e a economia. Um exemplo bastante evidente é a balneabilidade das praias. De acordo com dados do último relatório publicado pela Fatma, 57 dos 194 pontos pesquisados estavam impróprios para banho.
– A falta de balneabilidade está ligada ao saneamento. Nós medimos exatamente a quantidade de coliformes fecais presentes na água – diz o presidente da Fatma, Murilo Flores.
Além da poluição das águas, a questão da balneabilidade afeta o turismo catarinense.
Para Aragão, o problema não é resolvido por falta de recursos, mas também porque os políticos não colocam o saneamento básico como prioridade. Duas soluções sugeridas pelo especialista são criar um fundo de investimentos em que uma parte seria destinada a saneamento ou trazer investimentos do capital privado, por meio de parcerias e concessões.
Leia a matéria na íntegra no jornal Diário Catarinense.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário