sexta-feira, 27 de agosto de 2010

PT pratica a espionagem e quebra de sigilo de adversários

– “Meu amigo! Cuidado, podemos estar caminhando para uma ditadura. Quero alertá-lo para o tipo de pessoas que governam nosso país e que querem governar nosso Estado. É quase difícil de acreditar que o PT, que lutou pela restauração da democracia, como nós, da consagração do estado de direito, queira se manter no poder a custa de golpes baixos, de atitudes condenáveis sob todos os aspectos republicanos. É inacreditável. Utilizou-se da Receita Federal, um órgão publico, para alcançar pessoas e adversários e colocá-los sob humilhação pública. Hoje é gente importante que pode denunciar. Amanhã será você que não poderá discordar, pensar ou agir diferente desse pessoal que está no poder. Cuidado! Em vez de pensar em como melhorar a vida da população, o PT delega pessoas a fazer dossiês, a criar histórias, mentiras, para, assim, denegrir ao invés de construir uma sociedade mais plural. Isso não pode continuar. Mais uma vez, chamo a todos para mudar o jeito de fazer política”, destaca Tomelin.

Abaixo, você lê trechos do artigo publicado no blog do Ricardo Noblat sobre a quebra de sigilo dos adversários do PT. Para ler na íntegra, basta clicar aqui.

A máquina

Agora ficamos sabendo, graças ao jornalismo da grande imprensa que o governo Lula tenta constranger justamente para que fatos como este não sejam divulgados, que o vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, não foi o único tucano a ter o sigilo fiscal quebrado dentro da Receita Federal. Outros três personagens, ligados de alguma maneira a José Serra, candidato tucano à Presidência da República, também tiveram seus dados acessados irregularmente no dia 8 outubro, em 16 minutos de atividades através de um mesmo computador e com a utilização da mesma senha.

O processo aberto na Receita Federal, que ainda não foi divulgado oficialmente, demonstra que, sem motivação profissional, as declarações de Imposto de Renda do ex-ministro das Comunicações do governo de Fernando Henrique Cardoso Luiz Carlos Mendonça de Barros, do ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio e de Gregório Marin Preciado, casado com uma prima de Serra, também foram acessadas.

A quebra de sigilo de "adversários" políticos é apenas uma faceta do aparelhamento do Estado posto em prática pelo governo.

É essa máquina, dominada pelos sindicalistas, que atua nas sombras para produzir dossiês ou comprá-los com dinheiro escuso de que até agora não se sabe a origem, como no caso dos "aloprados", de 2006, que pagaram com montanhas de dinheiro vivo um dossiê contra o então candidato ao governo de São Paulo, o mesmo José Serra que hoje concorre à Presidência da República.

Dossiês e insinuações contra Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio ou Gregório Marin Preciado surgem desde a campanha eleitoral de 2002, especialmente por conta das privatizações.

O dossiê contra Eduardo Jorge foi descoberto pela Folha de S. Paulo e, no decorrer das investigações sobre o caso, descobre-se agora que mais pessoas foram "investigadas".

O comitê de campanha de Dilma Rousseff, onde circulava o dossiê sobre Eduardo Jorge, é o mesmo que se viu envolvido em espionagens e contratações de arapongas para grampear telefones de adversários da campanha de Serra, inclusive o próprio, segundo declaração de um policial que foi sondado para a tarefa.



Como não é a primeira vez que um órgão federal quebra o sigilo de "adversários" do governo, seria preciso que a cidadania se escandalizasse com essa prática antidemocrática, que fere os direitos individuais.

Mas nada mais espanta, nem causa constrangimentos aos donos do poder, que já se sentem nomeados para pelo menos mais quatro anos de governo, quem sabe mais oito, ou talvez mais 12 caso Lula reivindique para si a candidatura em 2014, assumindo o lugar que sua "laranja eleitoral" esquentou para seu retorno glorioso.

A vontade de permanecer, mesmo por interposta pessoa, é tamanha que o próprio Lula já se acha em condições de fazer piadinhas com o continuísmo sonhado. "Podia ter uma emendazinha para mais alguns anos de mandato", brincou ontem ao assinar a reorganização do Ministério da Defesa.

De brincadeira em brincadeira, mas levando muito a sério a missão de eleger sua escolhida, Lula demonstra um apetite pelo poder que tem reflexo na máquina partidária que está montada e em ação, trabalhando dentro do governo para garantir a permanência do grupo.

2 comentários:

  1. Tomelin
    Olha isso é um fato de se lamentar que está ocorrendo. O PT deveria fazer a investigação deles próprios, e de sua candidata que se porta de boazinha para a população.
    Nossa politica está a perigo com essa gente que ronda e coloca nosso país em situação muito ruim. Aparentemente parece tudo muito bom...claro o governo atual recebeu a casa pronta para gobvernar...então foi fácil....mas o perigo ronda na divida interna - que chegará ao final do mandato deste presidente, comm 1,3 trilhões. Acorda Brasil
    Abraços
    Adalberto Day cientista social e pesquisador da história

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  2. Amigo
    A sua angústia é a minha também. Tenho conversado muito sobre isto. Entretanto, uma coisa é clara. A maioria da população não pensa assim, pelo menos é isso que mostram as pesquisas. Contra fatos não há argumentos. As pessoas relacionam este momento bom unicamente ao presente, e não ao Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e os programas de Inclusão Social liderados pelo PSDB e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. As pessoas não visualizam a corrupção e o aparelhamento do Estado; não percebem que é preciso mudar e fazer mais para elas próprias. Este comodismo faz parte do ser humano. Por que mudar se há uma relativa segurança financeira e de oportunidades? Eles nem imaginam como esta dívida interna, uma falsa bolha de prosperidade, será fatal no futuro para elas. A verdade é que precisamos eleger gente esclarecida e acordada. E eu me apresento como tal. Abraços e salve o nosso Garcia. É hora de eleger um deputado estadual comprometido com o futuro.

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