quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Tomelin garante apoio ‘incondicional’ a Colombo

Depois de desafiar o DEM a lançar o senador Raimundo Colombo ao Governo do Estado, porque a vez era do governador Leonel Pavan (PSDB), o suplente de deputado estadual Giancarlo Tomelin (PSDB) declara apoio incondicional ao democrata. Diz que votou a favor da chapa Colombo/Pinho Moreira (PMDB). Justificou a mudança afirmando que, em política, se dá opiniões até as convenções.

Lembra que o acordo para a reedição da Tríplice Aliança assegura o apoio dos outros partidos às candidaturas tucanas de José Serra a presidente e Paulo Bauer ao Senado. “Até o PMDB, que tem o vice da Dilma, vai apoiar o Serra”, reforça, acreditando que não existe incoerência entre as declarações anteriores e a postura assumida depois.

“Até as convenções, todos defendem o seu candidato. Mas depois, se unem em torno do projeto comum”, explica, ironizando o objetivo da reportagem, sugerindo discutir também as negociações e as eleições de 2002, 1998 e de 1990, quando Vilson Kleinübing (PFL) foi eleito governador, “porque também é muito importante”. “Isso é passado, vamos falar do futuro”, sugere.

Tomelin nega que o PSDB esteja fazendo “corpo mole” na campanha de Colombo. “Não existe isso, porque não estamos apenas apoiando, temos o candidato ao Senado e mais: todos somos Serra”, diz, informando que pede votos também para o vereador Napoleão Bernardes (PSDB), candidato a deputado federal.

Declarações

Em entrevista à Folha, Tomelin, além de desafiar os democratas, disse que ao firmar a aliança em 2006, o combinado era inverter a chapa em 2010, com o Pavan na cabeça de chapa e “alguém” do DEM de vice. Garantiu que o então vice-governador abriu mão de quatro anos no Senado para o PMDB, para ser o vice de Luiz Henrique (PMDB).

Disse que o caminho natural era a manutenção da tríplice para disputar o governo, mas com um tucano na cabeça. Sobre a então pré-candidatura de Colombo, indagou como o DEM faria em relação à participação no governo. “Vão abrir mão dos 1,4 mil cargos que têm apenas para concorrer?”, questionou.

Na oportunidade, chegou a revelar que o PSDB não descartava outras possibilidades, inclusive de disputar as eleições com chapa pura. “Temos bons nomes para concorrer em todas as vagas”, afirmou, citando Pavan como candidato ao Governo, Gilmar Knaesel para vice e Dalírio Beber e Paulo Bauer para o Senado.

Revelou que, caso não fosse possível a aliança com DEM e PMDB, o PSDB poderia se unir ao PP.

Matéria publicada no jornal Folha de Blumenau, no dia 3 de agosto.

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